A folha descartada

by - março 22, 2016


Eu tenho um problema.
Sabem as casas de banho públicas?
Sempre que vou a uma dessas, tenho de (quando há papel) deitar fora a primeira folha do rolo do papel higiénico. Tenho alguém no meu cérebro que me diz que as pessoas são maldosas e porcas e por isso nunca se sabe o que tocou naquela folha ali pendurada tão frágil.
E como eu vou passar aquela dita cuja por sítios sensíveis, nunca fiando! Então mando-a sempre fora.
Eu agora estou na residência de estudantes lá de Leiria, e como aquilo é um balneário (como uma rapariga de lá lhe chamou), todas as raparigas daquela ala vão lá fazer xixi, cocó e afins. Ou seja, é uma casa de banho pública.
No edifício onde eu estou a estagiar, as casas de banhos são para o piso todo (são para aí umas vinte/trinta empresas no edifício todo). Ou seja, é uma casa de banho pública também.
Passo a semana toda a deitar fora todas as primeiras folhas que encontro quando vou fazer os meus xixis e cocós. São muitas árvores deitadas fora, eu sei.
Mas para compensar quando vou secar as mãos só uso duas folhas daquelas das mãos. Aquelas que as pessoas tiram cinco e seis quando não é necessário.

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5 comentários

  1. Eu só entro num wc público se for mesmo caso de vida ou morte. :P

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  2. Nas residências onde morei, todas tínhamos o nosso papel higiénico e andávamos com ele para trás e para a frente...

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  3. Ahah também faço isso. E até em casa faço isso. Isto porque muitas vezes o meu irmão deixa o rolo de papel a arrastar no chão ou a tocar no piaçaba e eu não consigo aproveitar aquela folhinha que andou para ali a apanhar bactérias e outras porcarias. Já estou farta de lhe explicar que se aos homens não traz problemas limparem-se a papéis que roçaram o piaçaba a nós, mulheres, pode significar semanas de irritações, infecções e coisas assim fofinhas mas ele está na idade da estupidez aguda e nem quer saber!!! -.-

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  4. As pessoas são muito porquinhas. Eu raramente uso as sanitas dos centros comerciais. Se estiver perto de casa, aguento. Se estiver longe e no caminho haja campo, prefiro ir atrás de uma moita. No meu carro há sempre papel higiénico, sabonete líquido e uma garrafa de água para lavar as mãos. Em último recurso, a esperta traz sempre toalhitas.
    Até o chão junto aos urinóis está sempre nojento. Antes de me aproximar puxo sempre as calças bem para cima, porque só a ideia de que elas possam arrastar naquele chão imundo, dá-me vómitos.
    E era tudo tão simples, se toda a gente cumprisse as regras básicas da higiene... mas eles mijam e nem lavam as mãos. :/

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